Todo o País em forte risco de incêndio

Todo o País em forte risco de incêndio

8June 2005

publishedby dn.sapo.pt 


As temperaturas não param de aumentar e, aliadas à situação de seca prolongada, fazem crescer também o risco de incêndio florestal. Quase todo oPaís se encontra hoje em risco muito elevado, verificando-se situações aindamais graves – de risco máximo – nos distritos de Viana do Castelo, Bragança eCastelo Branco, informa a Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais (APIF).

Ontem já se registaram vários incêndios que colocaram habitações em risco eobrigaram pessoas a fugir das chamas (ver outros textos). Em faltacontinuam os reforços de meios aéreos, estando apenas disponíveis para ocombate a incêndios florestais os dois helicópteros do Serviço Nacional deBombeiros e Protecção Civil, sediados em Santa Comba Dão e em Loulé. Oprimeiro reforço, com seis aviões ligeiros, esteve previsto para segunda-feira,mas foi adiado uma semana. O combate às chamas está dependente, quase natotalidade, dos bombeiros e das viaturas terrestres, que não recebem qualquerapoio aéreo.

Para amanhã as previsões são ainda piores, pois “estamos com índicesmuito elevados de risco de incêndio , ao nível de todo o País”, disse aoDN o presidente do Instituto de Meteorologia, Adérito Serrão, explicando que”o nível de risco de incêndio depende muito de região para região – e nãoapenas das temperaturas mas também do tipo de coberto vegetal, humidade dossolos e da velocidade do vento”.

Devido ao facto de estarem reunidas todas as condições para mais um dia trágicoem termos de incêndios, a APIF divulga uma série de recomendações paratentar prevenir a deflagração de chamas. Além de proibir a realização dequeimadas e fogueiras e o lançamento de foguetes, não permite também que sefume ou faça lume de qualquer tipo em áreas florestais.

Determina ainda que, nos trabalhos em espaços rurais, as máquinas de combustãointerna ou externa (tractores, máquinas e veículos de transporte pesados)estejam dotadas de dispositivos de retenção de faúlhas e de dispositivostapa-chamas nos tubos de escape ou chaminés. As mesmas viaturas são obrigadasa estar equipadas com extintores de incêndio.

divididos. O trabalho de algumas corporações de bombeirostem sido dificultado pelo facto de, devido à situação de seca que afecta o País,algumas zonas terem ficado sem água e ser necessário proceder ao abastecimentodas populações com recurso a auto-tanques.

Nestes casos, os bombeiros têm de dividir os seus meios humanos e materiaispara conseguirem proceder ao abastecimento das populações e combater tambémos incêndios florestais.

É o que sucede na corporação de voluntários de Almeida, no distrito daGuarda. O comandante, Francisco Martins, disse ao DN que “não tem sido fácila gestão dos meios. Damos sempre prioridade ao combate aos incêndios e o quevale é que não tem havido muitos, permitindo abastecer as freguesias que nãotêm água”.

“Como só há um auto-tanque, temos de o abastecer sempre com água potável,mesmo que seja para o combate a incêndios. Se colocasse outra água, poderiacontaminar o tanque e depois afectava a água para o consumo das populações”,explica o comandante, criticando o facto de se “gastar água potável paraapagar incêndios, quando estamos em situação de seca”. Prevê que “tudose irá complicar quando houver mais incêndios”.

O comandante Juvenal Chichorro, dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde (Beja),refere que “não tem havido problemas, porque só houve incêndios pequenose só estamos a abastecer água a uma aldeia. Daqui para a frente logo se verácomo vai ser…”


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